Recolha e análise da crítica e jornalismo sobre Artes Visuais na imprensa escrita em Portugal.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Mais

"A história antes da estética". Sobre exposição de Alfredo Cunha e António Pedro Ferreira na Galeria9Arte em Lisboa. Helena Teixeira da Silva.
Jornal de Notícias. 2005/10/27.

"'É a única pessoa que gosta mais de fotografia que eu. E que tem mais máquinas fotográficas do que eu', revela sobre ele [António Pedro Ferreira] António Cunha. E que é mais obsessivo: 'Dorme com as máquinas debaixo da cama.'"

Relação Literária

"O universo inteiro de Álvaro Lapa". Sobre exposição de Álvaro Lapa na Galeria Fernando Santos em Lisboa. Óscar Faria.
Público. 2005/10/27.


"No seu texto [Introdutório ao catálogo da exposição, intitulada A Alusão Rítmica] José Gil nota não ser por um acaso que dois dos quadros da exposição se refiram a Mallarmé: "São referências ambíguas, mas ao mesmo tempo irónicas e necessárias: Estante de Mallarmé e Caderno de Mallarmé." E acrescenta: "Os dois títulos evocam, claro, o 'Livro' com que Mallarmé queria abarcar poeticamente o universo inteiro: reduzido a um 'caderno' sobre fundo de estrelas, Lapa parece querer significar-nos a
necessidade de uma 'Imagem' ou um 'Ícone' equivalente ao 'Livro' e o falhanço inevitável de toda a tentativa nessa direcção."

Relação Física

"O fruto de deixar cair a mão". Agostinho Santos.
Jornal de Notícias. 2005/10/23.

Sem comentários.

"Para Cruzeiro Seixas, indiscutivelmente um dos maiores vultos do surrealismo português, as obras agora expostas são fruto do 'deixar cair a mão'. Segundo confidenciou ao JN, todos estes trabalhos, criados ao longo dos anos, acontecem sempre que 'ponho a mão em cima da mesa e depois já não interfiro na actividade da mão, porque a mão já anda sozinha."




"Em Portugal, tudo é muito apertadinho, parece que andamos com um colete. Como se o país fizesse questão em travar a criação"- Entrevista de Maria João Seixas a Teresa Magalhães.
Público- Pública. 2005/10/23.


"Tem uma relação física, intensa, com a tela?

Tenho, tenho, mas não pinto com as mãos e há muito tempo que nem com pincéis pinto. Já usei pistola, mas agora é com espátulas, com esponjas e fita - cola, para a limitação das zonas. A fita - cola faz também parte da tal conversa [ entre mim e a pintura do quadro], trava situações."



"Uma certa sagração retabular da pintura." Rocha de Sousa.
Jornal de Letras, Artes & Ideias. 2005/10/26.

Sem comentários.

"Nesta mesma altura [a escola], Teresa Magalhães apelava para que não lhe pedissem para explicar os seus quadros - fragilizada ou convencida de que 'a linguagem da tela e a expressão oral são mundos diferentes, distintas, e não tem sentido traduzir um traço por uma palavra'. Senhora de um grande instinto votado à invenção plástica, Teresa enganava-se nessas palavras ou defendia-se atrás delas. Há dificuldades de tradução entre linguagens; e o traço, só por si, já é imagem, aquela produção do espírito humano que dizem valer mil palavras. Pois bem, alinhem-se mil palavras sobre uma imagem, aquele traço exemplificado pela pintora, ou um quadro inteiro, milhões de palavras se necessário.

A verdade, contudo, é mais simples quanto isso: uma imagem vale o que vale, mas vale menos se não a dissermos e pensarmos através das palavras. E, apesar de todas as relutâncias que muitos artistas exprimem a esse respeito, o certo é que eles mesmos não se escusam de explicar quadros sem título, duas palavras que passam a ser o título deles e até podem escrever-se em francês ou inglês, para parecer que se universaliza a desnecessidade do nome. [...] Atingindo um dos pontos altos da pintura portuguesa contemporânea, Teresa conserva o essencial da sua obra, a identidade, a agitação e a subtil serenidade, uma especial força intrínseca e extrínseca das formas. E tais formas, numa perspectiva actual, integram uma certa escrita não despicienda.

O que acontece sobre a tela afasta-se um pouco da posição de Pinharanda [ duas linguagens que continuam alheias ao universo da pintora: 'a narratividade e a pintura de tema religioso'] porque, embora a escrita narrativa esteja ausente, essa não é a única escrita de que os operadores plásticos se servem. [...]"

Barroco

"Verso e reverso". Sobre exposição de Adriana Varejão no CCB. Celso Martins.
Expresso. 2005/10/22.

Sem comentários.

"Em todos os casos, temos sempre o barroco, não como época historicamente delimitada, mas como sensibilidade estética duradoura - tão presente no Aleijadinho como em Cronenberg-, a partir da qual procede uma intensificação fantástica do real."

Valores

" 'Pastor' de Amadeo de Souza Cardoso atinge 200 mil euros." Catarina Homem Marques.
Diário de Notícias. 2005/10/22.

Sem comentários.

"Dos 231 lotes em leilão, venderam-se 166, sendo que muitos deles atingiram valores superiores aos esperados. [...] Cerca de 50% do valor está concentrado em 8 ou 9 peças."


"Novo espaço aberto no Porto". Sobre o MCO - Arte Contemporânea, no Porto. Marlene Neto.
Jornal de Notícias. 2005/10/23.


"Como lembra a directora da galeria, 'o preço é, por vezes, um factor de distanciamento em relação ao público. E é por causa desse afastamento que não acontece a vivência da arte. [...] MCO- Arte Contemporânea junta artistas já conhecidos a novos nomes, para que estes últimos 'não se sintam sem rede'. Para Maria do Carmo Oliveira, o importante é que a linguagem dos artistas mais conhecidos e dos mais novos seja uma linguagem 'comum e recente'."



Comentário:
O preço por vezes aproxima, por outros afasta, como se verifica no leilão anteriormente referido.
Pode dizer-se que quem hoje se sente sem rede são os "artistas conhecidos". Num meio artístico em que o contemporâneo é considerado um valor absoluto, eles são "menos contemporâneos(as)" que os jovens, para além de "menos bonitos(as)" e "menos charmosos(as)". Nesse sentido, vários exemplos anteriores ( o exemplo clássico como em quase tudo é Andy Warhol, mas também temos alguns portugas) apadrinharam "novos nomes" como bengala, ( apresentada embora de forma mecenática). Os "artistas já conhecidos", lutam contra o risco sempre iminente de, num meio que vive do/no presente, passarem à categoria de "já desconhecidos".



"Alterado regime de apoios às artes e espectáculos."
Público. 2005/10/27.

"As comissões de apreciação passarão a ser compostas 'por individualidades de reconhecido mérito e competência nas áreas dos projectos, devolvendo-se ao meio artístico a avaliação das propostas apresentadas'.


Comentário: Como evitar decisões em causa própria, ou ainda aparentada, vizinha ou próxima da própria.

Opressão

"Vídeo e escultura lado a lado em Serralves". Sobre projecto denominado "Fora!", incluindo obras de Rui Chafes e Pedro Costa. Miguel Cerqueira da Silva.
Público. 2005/10/21.

"Pedro Costa confessou ter sentido "medo" de apresentar o seu trabalho em Serralves, 'já que em comparação com as outras artes, num museu, o cinema fica sempre por baixo'. Sentiu também um certo 'incómodo' por estar em Serralves, porque a instituição museológica está associada a uma classe que 'ajuda a opressão', embora considerasse positivo o facto de a sua obra poder chegar ali a 'muito mais gente'".


Pergunta: Chegar a "muito mais gente" não será exactamente oprimir?


"Estamos a tentar dar a melhor prenda possível às pessoas que a saibam receber." Entrevista de Óscar Faria a Pedro Costa e Rui Chafes.
A entrevista pode ser lida na íntegra na edição on-line do Público.
Público, Mil -Folhas. 2005/10/22.


Mil Folhas- [...] Sendo cada um proveniente de uma área diferente, a escultura e o cinema, até que ponto é compatível fazer uma exposição a dois?

Rui Chafes- [...] O meu ponto de partida é tentar chegar a algum ponto, não sabemos qual, partindo do princípio da impossibilidade, da incompatibilidade. Com essa consciência, a gente há-de chegar a algum ponto, não no sentido da ilusão que seja possível, mas sim da certeza que é impossível. [...] A ideia foi uma proposta concreta do João Fernandes [ director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves], que depois ficou cheio de medo do resultado.
[...] Atrás da escultura há uma cidade inteira, com prédios, ruas, árvores, casas, túneis de metro... A escultura é apenas uma pequena hipótese; não acredito em objectos, não é um resultado final, é apenas um modo de pensamento.

Pedro Costa- " Há coisas que valem, há valor nas coisas. Por exemplo, num filme há que saber o que é que aquilo vale, é a primeira pergunta. O que é que vale um filme? 'Viste o último não sei quê?' 'Iá, iá'. A crítica do PÚBLICO resume-se um bocado ao 'iá', depois não há um valor nas coisas, parece que somos uns velhadas.

Mil Folhas - [...] Até que ponto, seja no jornalismo, seja no cinema, seja na arte, temos o direito de falar pelo outro...

P.C.- Tu estás a puxar...tu vais-te queimar, isso era preciso ser escrito, tu vais-te queimar...

M.F. Queimo-me...
[...]

P.C. -Já falei muito disto com os críticos, esses decepcionaram-me mesmo. [...] É porque há uns cabrões numas fábricas...há gajos super ricos que são da treta, que são uns brutos do carago...é preciso dizer essas merdas e os críticos não fazem o seu trabalho. O crítico é uma palavra bonita, um gajo que pensa e ajuda a pensar e faz um texto ainda mais bonito que a mais bonita escultura do Rui. É preciso arriscar um bocadinho. [...]
As pessoas não sabem do que é que gostam. Há muitas pessoas que gostam seja do que for. As pessoas não sabem, as pessoas levam com o que o Rangel lá põe, ou punha, o dono da outra lá põe. Talvez o mundo da arte escape um bocadinho, não sei. Acho que quase tudo participa do mesmo logro. O papel do artista, embora não goste da palavra, é outro. Sempre foi, sempre será, não há maneira de evitar a questão. "

Cimeira

"Emília Nadal". Sobre exposição na Galeria dos Paços de Concelho em Tomar. Anónimo.
Diário de Notícias. 2005/10/19.

Sem comentários.


"[...] Figura cimeira das artes plásticas portuguesas [...]."

Menor significado

"Escultura portuguesa passa a ter dicionário". Sobre "Dicionário da Escultura Portuguesa", dirigido por José Fernandes Pereira e editado pela Caminho. Anónimo.
Jornal de Notícias. 2005/11/9.

"Na introdução, José Fernandes Pereira sublinha que não foi sua intenção reunir todos os escultores, tendo excluído 'os nomes de menor significado, aqueles cuja obra é diminuta, inexistente' e todos os que 'tiveram aparições apenas pontuais, sem qualquer sequência'".


Pergunta:
Será que alguns escultores foram, apesar de tudo, incluídos.

Noutros Não

"A ciência vista pela arte em Coimbra". Maria João Lopes. Sem comentários.
Público, 2005-10-18.

"Se, em alguns casos, a ciência já era uma temática recorrente na obra dos artistas, noutros não. Adriana Molder, por exemplo, diz Miguel Amado, não costuma debruçar-se sobre a física. Mas, como se interessa pelo retrato, a artista trouxe para a exposição uma triologia de imagens em que Einstein surge retratado em diferentes momentos da sua vida: infância, adolescência e, por fim, a imagem mais reconhecida do cientista."

Dinâmica

"Obras de 14 artistas portugueses em São Paulo". Anónimo
Jornal de Notícias. 2005/10/18.

"Alexandre Melo salientou que a exposição se insere no âmbito da política cultural portuguesa que 'tem como objectivo apresentar a imagem activa, viva, presente, dinâmica de um Portugal de hoje".


Pergunta: Em Portugal o A.M., para além de acessor do P.M. e comissário, é também Ministro da Cultura?

Dicotomias e Instituições

"Pintura de 'açúcar' na Culturgest". Catarina Homem Marques.
Diário de Notícias. 2005/10/18.

Sem comentários.

'A mulher aparece como um veículo de dicotomias, com atitudes opostas. Brinca com o papel que lhe é atribuído e faz uma dança em torno de todas as atitudes que pode ter' explica a pintora.[...] O que me agrada é representar quem tem o poder e quem obedece, não tem de ser forçosamente entre homem e mulher. Há milhares de situações em que isso acontece."



"Fábricas de bolos e perversões na Culturgest". Vanessa Rato.
Público. 2005/10/18.

"São 12 telas, 25 desenhos e um mural. Assim...assim...assim...para gostares mais de mim é a primeira grande mostra institucional de Fátima Mendonça."



"Graça Morais expõe retratos em Cascais". Sobre exposição no Centro Cultural de Cascais. Anónimo.
Jornal de Notícias. 2005/11/09.

Sem comentários.

"'Nestes 25 anos, escolhi para modelo pessoas que, apesar de não aparecerem nos jornais e revistas, são muito importantes neste país, onde vivem em silêncio' esclareceu a artista [...]. A mostra, em cuja inauguração vai estar presente a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima,tem por comissária a professora universitária Sílvia Chicó, que destacou tratar-se 'da primeira exposição que não é antológica, nem apenas da produção recente.'"



"Sete espaços para sete artistas". Ana Ruivo.
Expresso. 2005/10/22.

Sem comentários.

"[...] '7 Artistas ao 10º mês', uma iniciativa da Fundação Gulbenkian que, desde 1997, tem procurado assinalar, sob (cada vez menos) excepcionais condições de produção, o percurso de jovens artistas que têm projectos considerados pelos comissários das sucessivas edições, detentores de um discurso autoral capaz de se autonomizar no panorama da recente criação nacional."



"O espaço dos jovens". Luisa Soares de Oliveira.
Público - Mil Folhas. 2005/10/22.

"É a primeira vez que a própria instituição Gulbenkian entrega o comissariado desta iniciativa bianual a um funcionário seu, o que tem evitado (e continua a evitar, por força das circunstâncias) a uniformidade do gosto repetida de dois em dois anos. As personalidades dos comissários têm ditado escolhas tão dispares quanto a neutralidade do título da exposição o permite, e é bom que assim vá acontecendo.

E isto sucede porque a própria arte contemporânea é hoje caracterizada pela diversidade de linguagens e meios, propósitos e resultados. Não existe, nem pode já existir, um elo artístico comum a todos os jovens artistas que anualmente saem das escolas de arte. A lealdade em relação ao projecto pessoal parece ser, nos melhores dos casos, a única tónica comum. Na prática, a diversidade domina."




Comentário:
O texto de L.S.O. não pode ser mais claro. A diversidade artística (só) é neste caso garantida pela diversidade no comissariado. Estando em decadência o academismo - escola, quiçá pelo declínio do poder da instituição, institui- se o academismo - comissariado. Esta situação, descrita no texto, entra em contradição com a "lealdade ao projecto pessoal" do artista, também referida pela autora no mesmo texto. Porque os artistas não têm apenas em comum "nos melhores dos casos" a lealdade ao seu "projecto pessoal". Têm também em comum o facto de estarem inseridos no "projecto pessoal" do comissário. Ora aqui surge um conflito de "lealdades" diversas, difícil de resolver.

Ofendidos

"Arte urbana faz intervenção em cartazes de Lisboa". Eurico Monchique.
Público. 19-10-2005.

Sem comentários.

Sobre organização de Zart 21 incluindo a instalação em vários Mupi de Lisboa de obras de artistas, tendo a inclusão de algumas sido recusadas pela Câmara Municipal.

"Sandro Resende concorda que as duas obras (a sua deverá ficar no cruzamento da Praça de Londres com a Avenida Guerra Junqueiro e a de Henrique Albuquerque no largo do Rato) são 'provocatórias', mas não concorda com a medida da vereação da cultura falando em 'censura'. [...] De qualquer forma, o assunto foi analisado pelo departamento jurídico da câmara lisboeta, cuja opinião é claramente a favor de não permitir a exibição. [...] Rui Cintra, assessor da vereadora, refere como razão principal o facto de se tratar de exposição no espaço público, que poderia originar processos por atentado ao pudor contra a câmara por parte de transeuntes que se sentissem ofendidos."

Arte de qualidade

Of course I know what art is, but how can I be sure?. Grayson Perry.
The Times. 19/10/2005. www.timesonline.co.uk.

"[...]Parece-me que o mundo artístico hoje tem o seu próprio dialecto visual, uma espécie de calão educado e perverso que é constituído ao fazer, olhar e falar sobre arte durante muito tempo e também a partir de um desejo de ser desafiado e surpreendido. Visto do exterior, o meio artístico deve parecer uma pretensiosa mafia, mas uma que retira prazer em assaltar os seus próprios valores. A dinâmica da integração no cânone artístico parece residir no momento em o mundo artístico vê o trabalho e diz: "Boa rebelião, benvinda.[...]

Tomemos como exemplo aqueles estudantes de arte que conseguiram saltar para as primeiras páginas dos jornais há alguns anos. Usando um subsídio especial que tinham recebido para a sua exposição final de graduação, eles partiram de férias para Ibiza e na exposição incluíram fotografias, vídeos de férias e lembranças. Isto evidentemente confirmou todos os piores temores da imprensa sobre a arte moderna, foi um escândalo.

No dia seguinte os mesmos estudantes conseguiram as primeiras páginas de novo quando mostraram como tinham ludibriado os preconceituosos media e falsificado tudo, tirado fotografias na praia local e não tinham ainda gasto o dinheiro. Eu pensei: 'Excelente partida, colegas estudantes de arte.' Diverti-me ao ler esta conspiração, mas será que a usufruí como arte de qualidade? Hmmm.

Ser dotado da lucidez e sensibilidade aos media dos copywriters publicitários e fazer-me sorrir não chega. O mundo artístico parece actualmente poluído por ideias espertas [...]. Muitas delas assemelham-se a campanhas publicitárias cool (e algumas acabam como tal). Parece-me que esta manhosa astúcia aparece mascarada como talento artístico."

O Namorado

Modern Art Notes
Tyler Green's modern and contemporary art blog - posted 24/10/2005
[Tyler Green vive em Washington e é crítico de arte na Bloomberg News].

Outro conflito de interesses de ArtForum!
Como é que eles consideram isto OK?

Na edição deste mês de ArtForum, Jack Bankowsky escreve uma longa (e confusa) peça acerca da arte que é feita para as feiras de arte, que ele considera, em si próprio um importante estilo.

O problema é Jack Bankowsky ser a última pessoa que deveria escrever sobre feiras de arte, fosse onde fosse. Mais uma vez, ArtForum errou ao publicar uma peça vinda de alguém que tem ligações perturbadoras do ponto de vista ético com o assunto,: o namorado de Jack Bankowsky é Matthew Marks. Marks é uma das quatro pessoas que fundaram o Armory Show, expõe em feiras de arte e obtém nelas (uma parte) do seu rendimento, Resumindo: Bankowsky escreve na revista sobre arte contemporânea mais lida, num esforço para legitimar feiras de arte contemporânea. ArtForum não achou nada de mal em publicar o artigo de Bankowsky, apesar das relações conhecidas e muito referidas na imprensa de Bankowsky com Marks. (Artnet aludiu à relação Marks/Bankowsky/ArtForum, e o New York Magazine também). Art Forum deixa Bankowsky atingir Jerry Saltz [ crítico de arte de Village Voice] porque Saltz não frequenta as feiras do namorado. [...] Uma vergonha! Art Forum deve aos seus leitores nota editorial de explicação...e um pedido de desculpas.